Quase toda empresa de segurança e facilities começou a escala numa planilha. Faz sentido: ela é grátis, todo mundo sabe usar e, com cinco postos, resolve. O difícil é perceber o dia em que ela parou de resolver, porque esse dia não chega com aviso.

A planilha não é o problema. Até deixar de ser

A planilha mostra o que alguém digitou. A operação acontece no posto. Enquanto as duas coisas são iguais, a planilha funciona. O problema começa quando elas se separam: uma troca combinada por mensagem, uma falta resolvida no telefone, um afastamento que ficou no e-mail.

Cada uma dessas coisas é pequena. Juntas, fazem a escala do arquivo contar uma história e o posto contar outra. E quem descobre a diferença costuma ser o cliente.

Faça o teste

Marque o que aconteceu na sua operação nas últimas quatro semanas. Seja honesto: ninguém vê as respostas além de você.

Teste da planilha0 de 8
Marque o que acontece na sua semana

A planilha ainda dá conta.

Mantenha uma pessoa responsável por ela e refaça o teste daqui a três meses, ou quando entrar um cliente novo.

O custo que não aparece na planilha

A planilha não cobra mensalidade, por isso parece de graça. O custo dela está nas horas de quem cuida da escala: conferir versão, ligar para saber quem pode cobrir, refazer o mês, juntar os extras para a folha.

15h

por mês, se alguém gasta só meia hora por dia corrigindo a escala. É quase meia semana de trabalho de quem deveria estar cuidando da operação.

E tem o custo que não vira hora: o extra pago porque ninguém lembrou da reserva, o desconto que o cliente aplica pelo posto descoberto, o contrato que não renova porque “a empresa vive deixando a portaria vazia”.

Como trocar sem parar a operação

O medo de trocar de ferramenta costuma ser o medo de parar tudo para cadastrar. Não precisa ser assim. A troca dá certo nesta ordem:

  1. Clientes e postos primeiro. São poucos e mudam pouco. Com eles cadastrados, você já enxerga a operação do jeito certo.
  2. Depois os funcionários. A lista que você já tem na planilha é o ponto de partida.
  3. As escalas que já funcionam. Não é hora de redesenhar a operação. Leve a 12x36 que já roda, do jeito que roda.
  4. Um cliente de cada vez, se preferir. Comece pelo que mais dá trabalho e deixe o resto na planilha por algumas semanas.